sábado, 9 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Autoridades elogiam iniciativa do primeiro Juizado Especial Cível – Unisanta em terminais marítimos, instalado nesta sexta-feira, no Concais
“É um dever da Justiça estar presente
onde ela se faz necessária”. Assim o desembargador Luiz Antonio Figueiredo
Gonçalves se referiu à unidade do Juizado Especial Cível-Anexo Unisanta,
instalado na tarde desta sexta-feira (8/6) no Terminal Marítimo de Passageiros
Giusfredo Santini. O dr. Gonçalves, que representou na cerimônia o presidente
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, dr. Ivan Sartori, destacou o
papel fundamental da Universidade na criação da unidade do Juizado, com apoio
material e o fornecimento de professores e alunos.
Sem essa ajuda, disse, seria muito
difícil fazer funcionar um serviço como o que estava sendo inaugurado, em um
local em que ele é muito necessário. Lembrou que, em São Paulo, a Justiça vai
até bairros da periferia, em estádios de futebol, quando há grande jogos,
enfim, “é uma aspiração da Judiciário poder sair de seus gabinetes para levar a
justiça a quem precise dela.” Mas em terminal de passageiros
marítimos, essa será a primeira unidade especial do Juizado.
O Conselheiro Estadual da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Luís Fernando Afonso Rodrigues, ressaltou que
a nova unidade vai colaborar com a pacificação social na área do Direito
Marítimo e contribuirá para acelerar a melhoria do atendimento aos passageiros.
“É uma mão dupla de aprimoramento, a todos os envolvidos, inclusive para os
alunos da Faculdade de Direito”.
O presidente da OAB de Santos,
Rodrigo Julião, declarou que a Ordem está muito feliz pelo Juizado no
Concais, serviço que extrapola os limites da Cidade de Santos, da Baixada
Santista e do Brasil. “É mais um polo do Poder Judiciário, que abre o mercado
de trabalho para os advogados.”
A contribuição da Unisanta para a
educação e pela comunidade, em várias áreas do conhecimento, foi enaltecida
pelo deputado estadual Luciano Batista e pelo deputado federal Beto Mansur. “A
Unisanta é uma universidade particular mas é também uma prestadora de serviços,
que tem uma função pública.” O Juizado do Concais será copiado em outros portos
do mundo”, conforme Beto Mansur.
A integração entre o porto e a Cidade
foi lembrada pelo diretor de Operações do Terminal Marítimo de Concais, Flávio
Brancato. Para ele, foi uma honra participar dos esforços com a Unisanta e o
Poder Judiciário, para concretizar o Juizado Especial Anexo.
O idealizador do Juizado no Concais,
juiz Guilherme Macedo Soares, assessor especial do Tribunal de Justiça, lembrou
como tudo começou e quanto tempo foi necessário para concretizar seu sonho:
dois anos, dez meses e 13 dias. Em um plantão no dia de Natal, ele atendeu no
Fórum de Santos passageiros desesperados, que não tinham a quem recorrer. Um
adolescente que não conseguiu viajar com o avô, uma mãe com dois filhos, que
havia perdido todos seus documentos. No dia 2 de janeiro de 2011, foi ao Campus
da Unisanta e encontrou a reitora, Sílvia Teixeira Penteado. Falou sobre sua
ideia de atender aos passageiros dos transatlânticos no porto e a resposta foi:
faça o que for necessário. Após a autorização do Poder Judiciário, e juntar
forças com o Terminal, foi possível instalar o Juizado.
Solenidade
A cerimônia foi aberta pela reitora
da Unisanta, Sílvia Teixeira Penteado, pela presidente Lúcia Maria Teixeira
Furlani e pelo Pró-Reitor Administrativo, Marcelo Teixeira. Os três se
referiram ao trabalho conjunto com o Poder Judiciário e o com o sr.
Flavio Brancato. “Este é um momento que foi tecido com várias mãos”, conforme
expressão da reitora.
Estavam presentes ainda o juiz de
Direito e professor Manoel Luís Ribeiro, a juíza Thatyana Antonelli Marcelino
Brabo, juíza de Direito e Diretora do Fórum, o Procurador Geral do
Município, Donato Lovechio, o dr. Ronaldo de Souzas Forte, presidente de
honra da Santos-Arbitral e vice-diretor do Ciesp, a dra Juliana B.
Geanini, da Delegacia do Porto de Santos, o secretário de Assuntos
Portuários e Marítimos de Santos, Eduardo Lopes, que representou o prefeito da
Cidade, Paulo Alexandre Barbosa, o Secretário de Desenvolvimento Urbano, Nelson
Gonçalves de Lima Junior, o vereador Murilo Barletta e representantes dos armadores.
Funcionamento
A unidade do Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo funcionará gratuitamente no mezanino do Salão Principal
Aldo Leone, até o fim da temporada dos transatlânticos. O horário de
atendimento será, em princípio, das 9 às 18 horas, mesmo em fins de
semana, sempre que houver movimento de passageiros.
Inicialmente, foram destacadas duas
advogadas coordenadoras – Neuza Freitas e Cristina Benati e seis estagiários
bilingues, coordenados pelo Juiz Dr. Guilherme Macedo Soares, assessor especial
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, professor da Faculdade de
Direito da Unisanta e juiz titular do Juizado Especial – Anexo Unisanta
(JEC), que idealizou o juizado no porto.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Juizado Especial Cível – Anexo Unisanta será instalado sexta-feira, no Terminal de Passageiros do Porto de Santos – Concais e fará trabalho inédito nas temporadas de cruzeiros
Atendimento, comum em aeroportos, mas provavelmente inédito no
mundo em portos, será instalado no próximo 8/11 (sexta), às 17h, no Terminal
Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini – Concais. Queixas de
passageiros começarão a ser atendidas na temporada de cruzeiros, que
começa no dia 10 de novembro.
Os
passageiros de viagens marítimas que aportarem ou embarcarem em Santos, a
partir de 10 de novembro, terão um serviço de atendimento incomum em portos no
mundo: uma unidade do Juizado Especial Cível – Anexo Unisanta (JEC) para
receber, nas temporadas de cruzeiros, eventuais reclamações sobre viagens
turísticas. A unidade do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
funcionará gratuitamente no mezanino do Salão Principal Aldo Leone, já nesta
temporada de cruzeiros.
A unidade especial de Justiça será
inaugurada pelos parceiros da iniciativa: o Tribunal de Justiça do Estado, a
Universidade Santa Cecília (Unisanta) e o Terminal Marítimo de Passageiros
Giusfredo Santini – Concais, onde a instalação ocorrerá, no dia 8 de novembro,
às 17 horas. No posto, advogados e estagiários do JEC/Unisanta atenderão
passageiros visando a conciliação de suas solicitações, tendo em vista o Código
de Proteção e Defesa do Consumidor.
Não há previsão de todos os tipos de
queixas que poderão ser apresentadas no porto de Santos, pois se trata de um
trabalho inovador. As reclamações serão encaminhadas para os representantes das
agências de navegação e companhias envolvidas, que deverão manter
representantes no Juizado. O JEC fará as conciliações
pré-processuais. Se não houver acordos entre as partes, as petições
serão encaminhadas para distribuição no juizado do domicílio do reclamante
(autor).
Ineditismo
As informações são do idealizador do
Juizado Especial no porto de Santos, dr. Guilherme Macedo Soares, assessor
especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, professor da Faculdade
de Direito da Unisanta e juiz titular do Juizado Especial – Anexo
Unisanta (JEC), que funciona desde 2.000 na Avenida Conselheiro Nébias, 639, em
Santos. Ele desconhece a existência de um juizado em
portos. “Pelo menos no Brasil não existe”, afirmou o juiz, lembrando
que a unidade trabalhará nos moldes adotados em aeroportos brasileiros.
Serão atendidas no Terminal de Passageiros
as pessoas físicas cujos pedidos de indenização não ultrapassem 20 salários
mínimos (sem advogado) e 40 salários mínimos (com advogado),
conforme as regras previstas pela legislação. Não são atendidas em
Juizados Especiais ações trabalhistas, ações de família (divórcio e pensão
alimentícia), falências de firma e ações contra a União, o governo do Estado e
Prefeitura.
A Unidade do Juizado Especial Unisanta no
porto de Santos ocupa uma área aproximada de 200 metros quadrados com
frente para o ponto de atracação dos navios. Tem cinco salas e está situada no
primeiro pavimento do Terminal Marítimo Giusfredo Santini.
750 mil pessoas
O funcionamento do Juizado Cível na área do
porto ocorrerá na temporada de cruzeiros, “quando a época o exigir”, e
sem a fixação de um juiz exclusivo, ou servidor do Tribunal. A
temporada normalmente vai de outubro de um ano e avança até março ou abril
do ano seguinte. A presença estimada de turistas em uma temporada de
cruzeiros é de 750 mil passageiros.
O juiz Macedo Soares explicou que o JEC no
terminal marítimo funcionará desde o desembarque do navio até o
momento em que ele sair do porto, inclusive aos sábados e domingos. Em
uma segunda etapa, haverá a necessidade de atendimento em outras
línguas, mas tudo será feito conforme as possibilidades.
Alguns casos específicos como viagens de
menores sem autorização dos pais ou responsáveis não poderão ser
resolvidos pelo Juizado Especial – Anexo Unisanta, pois dependem de autorização
de um juiz e de um promotor. Esses casos serão encaminhados para o plantão do
Poder Judiciário, no centro de Santos, onde ficam o Palácio da Justiça, o Fórum
Cível e o Fórum do Juizado Especial.
Participação do Concais
Pois foi justamente em um plantão seu desse
tipo durante o Natal, em 2010, que o juiz Guilherme Macedo Soares teve a
idéia de um juizado no terminal de passageiros, pois atendeu a diversas pessoas
que necessitavam de autorização para viagem. A proposta de levar um atendimento
da justiça diretamente para o terminal de passageiros no porto amadureceu com o
apoio da alta direção da Unisanta e do diretor do Concais, Flavio Brancato.
Faltava a autorização do Conselho Superior
de Magistratura, o que ocorreu em 2012, As instalações e a infraestrutura
ficaram a cargo do Concais e os conciliadores serão advogados e alunos da
Unisanta. No Terminal de Passageiros Concais já existem postos
da Receita Federal, da Secretaria da Agricultura e da Polícia Federal.
“A instalação do Posto Avançado do Juizado
Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no Concais será um grande
ganho para a cidade de Santos e para o terminal, pois, neste local, os
passageiros poderão se informar sobre os trâmites jurídicos envolvidos em
viagens a bordo dos navios, tanto no embarque quanto no desembarque”, declara
Brancato.
Além de disponibilizar a estrutura física
para o posto, o terminal também forneceu todos os equipamentos necessários para
o bom funcionamento do espaço.
Faltava a autorização do Conselho Superior
de Magistratura, o que ocorreu em 2012. As instalações e a infraestrutura
ficaram a cargo do Concais, e os conciliadores serão advogados e alunos da
Unisanta.
No Terminal de Passageiros
Concais, já existem postos da Receita Federal, da Secretaria da
Agricultura, da Polícia Federal, do Ministério do Trabalho, da
Anvisa e da Polícia Civil.
Tradição de atendimento
É uma
tradição da Unisanta contribuir com os poderes públicos e a população da
Baixada Santista, afirma a reitora da Unisanta, Sílvia Teixeira Penteado. “Para
os alunos da Universidade, tem sido mais uma oportunidade de
aprender com os mestres do Direito e da Cidadania”.
“O Juizado Especial Cível/Unisanta (JEC) na
Conselheiro Nébias sempre foi motivo de orgulho por seu pioneirismo na região,
rapidez no encaminhamento e atendimento elogiado pelos moradores e autoridades
de Santos”, acrescenta Sílvia. Um serviço diferenciado, oferecido há 14
anos na Avenida Conselheiro Nébias, 639, e
que agora se desdobrará para os que aqui aportam, a bordo
de transatlânticos, no Concais. Os viajantes sentirão,
logo ao desembarcar, o carinho, a serena acolhida e,
principalmente, os ideais de justiça da Terra dos Andradas”.
Menciona a reitora a qualidade e a
agilidade dos trabalhos do Juizado instalado na Avenida Conselheiro Nébias.
O tempo para realização das audiências passou de um ano de espera, no
início dos trabalhos, para 30 dias, aproximadamente.
Lúcia Maria Teixeira Furlani, presidente da
Unisanta e do Conselho Fiscal do Santos e Região Convention & Visitors
Bureau, observa que o turismo de cruzeiros estava mesmo exigindo um atendimento
mais especializado, na área jurídica, para que os turistas tivessem garantidos
todos seus direitos quanto às condições seguras de viagem e lazer saudável
a bordo.
A presidente da Unisanta acrescenta
que essa iniciativa diferenciará positivamente a
região. Aumentará as condições de infraestrutura turística aos
visitantes, somando-se aos esforços de qualificação de serviços
turísticos. Lúcia foi também presidente do Santos e Região Convention
& Visitors Bureau. Em sua gestão, a partir de 2006, foi criado posto
de atendimento bilíngue aos turistas, no Concais, durante as
temporadas de cruzeiros. Atualmente, ela preside o Conselho Fiscal do Bureau.
“O porto de Santos terá mais um diferencial
de qualidade, uma unidade do Juizado Especial Cível – Anexo Unisanta, o que nos
enche de orgulho mais uma vez, por vermos nossa excelência de ensino
reconhecida e por mantermos nossa tradição em inovar em diversas
áreas do conhecimento e da responsabilidade social”. Só o Juizado da
Conselheiro Nébias registra 6 mil atendimento anuais.
Pioneirismo
O Pró-Reitor Administrativo da Unisanta,
Marcelo Teixeira, elogia o trabalho do Dr. Guilherme Macedo Soares, que atuou
no Juizado Especial – Anexo Unisanta desde o início e passou a ser o
coordenador desde o final de 2007, transmitindo aos funcionários e alunos “seu
exemplo de dedicação e amor à Justiça”.
“O Juizado Especial – Anexo Unisanta
completou 14 anos de ininterrupta atividade, sendo um dos que possui maior
número de processos e que obteve melhor resultado de conciliações no Estado de
São Paulo”, menciona Marcelo Teixeira. “Com a criação deste Posto Avançado
no Concais, a Universidade Santa Cecília mantém o seu pioneirismo, inovando,
uma vez mais, já que será o primeiro instalado em Portos no Brasil, servindo de
modelo para os demais Tribunais do País”.
“Temos o maior Porto da América Latina, é
enorme o movimento de turistas que precisam de assistência e orientações em
dias de embarque e desembarque, que necessitam de acesso à Justiça, sejam eles
consumidores locais, de outras regiões, de estados e de países. A Unisanta
garantirá os direitos assegurados constitucionalmente”.
“A estrutura do Concais é muito boa, os
serviços de atendimentos evoluíram, conseguindo elogios dos turistas. Com
a experiência já adquirida em nosso Juizado Especial com nossos conciliadores,
utilizando alunos e ex-alunos, ampliaremos com sucesso o trabalho junto a todas
as pessoas que passarem pelo Terminal Marítimo, mantendo a excelente imagem da
Baixada Santista”, conclui Marcelo Teixeira.
O Juizado Especial na Conselheiro Nébias é mantido integralmente pela Unisanta e auxilia o Poder Judiciário, de segunda a sexta, das 12h30 às 17 horas. Os alunos conciliadores são do 3º ao 5º ano da Faculdade de Direito da Instituição. Atualmente, há 20 alunos conciliadores, além de ex-alunos voluntários. Serão necessárias 10 a 15 pessoas no Juizado Concais
O Juizado Especial na Conselheiro Nébias é mantido integralmente pela Unisanta e auxilia o Poder Judiciário, de segunda a sexta, das 12h30 às 17 horas. Os alunos conciliadores são do 3º ao 5º ano da Faculdade de Direito da Instituição. Atualmente, há 20 alunos conciliadores, além de ex-alunos voluntários. Serão necessárias 10 a 15 pessoas no Juizado Concais
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Concais ganha unidade do Juizado Especial Cível para queixas de passageiros
O Terminal de Passageiros localizado no Porto de Santos – Concais
ganhará uma unidade do Juizado Especial Cível – Anexo Unisanta (JEC), para
receber, nas temporadas de cruzeiros, eventuais reclamações sobre viagens
turísticas. O serviço funcionará gratuitamente no mezanino do Salão Principal
Aldo Leone. O atendimento tem início no próximo dia 10.
Por se tratar de um serviço inovador, por enquanto não há previsão de
todos os tipos de queixas que poderão ser apresentadas. As reclamações dos
passageiros serão encaminhadas para os representantes das agências de navegação
e companhias envolvidas, que deverão manter representantes no Juizado. O
JEC fará as conciliações pré-processuais. Se não houver acordos entre as
partes, as petições serão encaminhadas para distribuição no juizado do
domicílio do reclamante (autor)
Serão atendidas no Terminal de Passageiros pessoas físicas cujos pedidos
de indenização não ultrapassem 20 salários mínimos (sem advogado) e 40
salários mínimos (com advogado), conforme as regras previstas pela
legislação. Não são atendidas em Juizados Especiais ações trabalhistas,
ações de família (divórcio e pensão alimentícia), falências de firma e ações
contra a União, o governo do Estado e Prefeitura
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